Mundo Metodista

A Experiência do Coração Fervoroso

John Wesley,

por George Romney (1789)

No dia 24 de maio de 1738, na rua Aldersgate, em Londres, Wesley passou por uma experiência espiritual extraordinária, é assim narrada em seu diário:

"Cerca das oito e quinze, enquanto ouvia a preleção sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".

Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média de três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e imoralidade e cantaram a nova fé nas palavras dos hinos de Carlos Wesley, irmão de John. Os dois irmãos deram à religião um novo espírito de alegria e piedade.

Como não havia muitas oportunidades na Igreja Anglicana, Wesley pregava aos operários em praças e salões - muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja - E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: "o mundo é a minha paróquia". Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Carlos organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes. Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de ‹O Cavaleiro de Deus‹. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais. A Igreja Metodista, como Igreja propriamente, organizou-se primeiro nos EUA e depois na Inglaterra (somente após a morte de Wesley no dia 2 de março de 1791).

 

Membros nos Estados Unidos

1771 - 361 membros 1780 - 8.500 membros 1784 - 15.000 membros 1790 - 57.621 membros 1800 - 64.894 membros 1809 - 163.038 membros

Doutrina

-Wesley ensinava que a conversão a Jesus é comprovada pela prática (testemunho), e não pelas emoções do momento.

-Valorização dos pregadores leigos que participavam lado a lado com os clérigos da Missão de evangelização, assistência e capacitação de outras pessoas.

-Afirma que o centro da vida cristã está na relação pessoal com Jesus Cristo. É Jesus quem nos salva, nos perdoa, nos transforma e nos oferece a vida abundante de comunhão com Deus.

-Valoriza e recupera em sua prática a ênfase na ação e na doutrina do Espírito Santo como poder vital para a Igreja.

-Reconhece a necessidade de se viver o Evangelho comunitariamente. John Wesley afirmou que "tornar o Evangelho em religião solitária é, na verdade, destruí-lo".

Preocupa-se com o ser humano total. Não é só com o bem-estar espiritual, mas também com o bem-estar físico, emocional, material. Por isso devemos cuidar do nosso próximo integralmente, principalmente dos necessitados e marginalizados sociais.

Podemos afirmar que o bem-estar espiritual é o resultado da paz de Cristo que alcança todas as áreas da vida do cristão. É o resultado do bem-estar físico, emocional, econômico, familiar, comunitário. Tudo está nas mãos de Deus, nEle confiamos e Ele é fiel em cuidar de nós. Sua salvação alcança-nos integralmente.

Enfatiza a paixão pela evangelização. Desejamos e devemos trabalhar com paixão, perseverança e alegria para que o amor e a misericórdia de Deus alcancem homens e mulheres em todos os lugares e épocas.

Aceita as doutrinas fundamentais da fé cristã, conforme enunciadas no Credo Apostólico (Cremos na Bíblia, em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, no ser humano, no perdão dos pecados, na vitória por meio da vida disciplinada, na centralização do amor, na segurança e na perfeição cristã, na Igreja, no Reino de Deus, na vida eterna, na segunda vinda de Jesus, na graça de Deus para todos, na possibilidade da queda da graça divina, na oração intercessória, nas missões mundiais. Cremos profundamente no AMOR. Amor de Deus em nossa vida, amor dos irmãos.)  enfatizando o equilíbrio entre os atos de piedade (atos devocionais) e os atos de misericórdia (a prática de amor ao próximo).

Legado

Além de milhares de convertidos e encaminhados para a santificação cristã, houve também obras sociais dignas de destaque, como estas: Dinheiro aos pobres (Wesley distribuía). Compêndio de medicina (Wesley escreveu e foi largamente difundido). Apoio na reforma educacional. Apoio na reforma das prisões. Apoio na abolição da escravatura! Atualmente, o total de membros da comunidade metodista no mundo está estimado em cerca de 75 milhões de pessoas. O maior grupo concentra-se nos Estados Unidos: a Igreja Metodista Unida neste país é a segunda maior denominação Protestante.

Hoje, além dos seguidores do Metodismo, a vida de muitos é influenciada pela missão de Wesley. Movimentos posteriores como o Movimento de Santidade e o Pentecostalismo devem muito a ele. A insistência wesleyana da busca da santificação pessoal e social contribuem significativamente para a ideologia da busca de uma vida e mundo melhor. A Igreja Católica Romana recebeu indiretamente alguns conceitos de Wesley quando o cardeal John Henry Newman uniu-se a ela, vindo da Igreja Anglicana e concretizando em reformas litúrgicas, sociais, carismática e teológica desde o concílio Vaticano II.

Faleceu a 2 de março de 1791, em Londres, Inglaterra. Encontra-se sepultado em Wesleys ChapelGrande LondresLondresInglaterra.

Em Cristo

Pastor Eliel Cordeiro

A Igreja Metodista não é somente conhecida por sua teologia essencialmente bíblica, por seu compromisso missionário, educacional ou social, mas também por sua marca: identificamos a Igreja pela cruz e a chama. Este símbolo da Igreja pode ser utilizado livremente para identificar toda e qualquer igreja local, instituição, publicação, material ou presença da Igreja Metodista.

A história deste símbolo é bastante significativa para o povo chamado metodista. Sua criação começou nos Estados Unidos, em 1968, quando duas Igrejas (a Metodista e a Evangélica dos Irmãos Unidos) se fundiram, formando a Igreja Metodista Unida.

Nesse ano, um Concílio da nova Igreja (a Metodista Unida) nomeou uma equipe liderada por Edward J. Mikula para criar uma marca "oficial" para a nova denominação que surgiu a partir da fusão. Na equipe de Mikula, trabalhava Edwin H. Maynard, que pesquisou os aspectos simbólicos da marca "oficial". Tanto Mikula quanto Maynard decidiram que qualquer símbolo que fosse criado deveria carregar alguma expressão de calor como aquela que John Wesley sentiu em seu coração, na Rua Aldersgate, na Inglaterra, quando da sua experiência religiosa, em 24 de maio de 1738. Por isso é que a equipe liderada por Mikula assumiu o emblema que contém a cruz vazia, lembrando o Cristo ressurreto, e a chama, lembrando aquele calor estranho no coração de Wesley, naquela noite de primavera, na Inglaterra do século 18.

Além disso, o simbolismo do emblema nos relaciona com Deus, o Pai, através da segunda e terceira pessoas da Trindade: o Cristo (cruz) e o Espírito Santo (chama).

cruz-e-chama-metodista

"O Colégio Episcopal da Igreja Metodista reunido em São Paulo, nos dias 11 e 12 de abril de 2007, cumprindo sua responsabilidade pastoral, tendo em vista a tramitação do projeto de lei no Congresso Nacional sob nº 5003 de 2001, que criminaliza toda e qualquer manifestação contra a opção sexual do homossexualismo, chamada de “lei contra a homofobia”, vem diante do seu rebanho pronunciar-se acerca do tema da seguinte forma...."

Para ver todo o pronunciamento do colégio episcopal clique no link a segir Pronunciamento Colégio Episcopal Sobre a Lei da Homofobia.pdf

CLAM - Coordenação Local de Ação Missionária

"A Coordenação Local de Ação Missionária (CLAM) é o órgão que atua no intervalo entre as reuniões do Concílio Local. Exerce a administração da igreja local, segundo regimento aprovado pelo Concílio. Compete a esta coordenação preparar, coordenar e avaliar o Plano de Ação da igreja local, de acordo com o Plano Distrital, Regional e Programa Regional e Distrital das Atividades, com os enfoques e prioridades estabelecidos pelos Concílios Regional e Distrital, com base nos princípios do Plano para a Vida e a Missão, reunindo-se pelo menos uma vez por trimestre.” (Cânones 2002, art.170 e parágrafo único)

“A Coordenação Local de Ação Missionária (CLAM) é composta dos(as) Pastores(as), Secretário(a), Tesoureiro(a), coordenadores(as) de Ministérios Locais, um representante de cada grupo societário local, presidentes dos Conselhos Diretores das instituições locais e outros, conforme regimento da Igreja Local. Os(as candidatos(as) a Tesoureiro, e Secretário(a) se auto-indicam à Coordenação Local de Ação Missionária (CLAM), que, após avaliar e decidir pelos respectivos nomes, envia-os para homologação do Concílio Local.” (art. 171 e parágrafo único).

a) A CLAM se reúne com a presença de pelo menos 70% (setenta por cento) de seus membros, ou em segunda convocação, com 50%, após 48 horas.

b) Na impossibilidade de o Coordenador de um ministério ou representante de um grupo societário fazer-se presente na reunião da CLAM, será substituído pelo sub-coordenador ou vice-presidente.

c) As reuniões da CLAM serão convocadas com a antecedência de 15 e 7 dias, paras reuniões ordinárias e extraordinárias, respectivamente.

d) Não será necessária a apresentação da agenda quando da convocação.

e. Os serviços de secretaria da CLAM são exercidos pela secretária da Igreja Local.

Download Personagens do Metodismo.pdf

Alguns Personagens do Metodismo

" Em 17 de julho de 1703 nascia em Lincolnshire, na Inglaterra, o fundador da Igreja Metodista: John Wesley, cuja mãe chamava-se Susanna, era o 12º dos dezenove filhos do reverendo Samuel Wesley, um pároco de Epworth. Quando completava seis anos, quase perdeu a vida num incêndio à noite, provocado por um grupo de malfeitores. O fogo se alastrava no teto de palha da paróquia onde eles moravam, começando a estilhaçar brasas sobre as camas. Subitamente, Hetty Wesley, um dos irmãos menores, acordou assustado e correu até o quarto de sua mãe. E logo todo mundo estava em pé, tentando conter o domínio das chamas, enquanto a pequena criada, agarrando o bebê Charles nos braços, chamava as crianças para um lugar mais seguro. A essa altura, Twice Susanna Wesley forçava a porta contra as costas, numa tentativa desenfreada de proteger-se. A família finalmente conseguiu sair de casa e, apavorada, reuniu-se no jardim, pois descobrira que o pequeno Jeckie havia ficado lá dentro dormindo. Voltaram correndo, mas era tarde: a escada estava em cinzas e tornava impossível resgatá-lo. O rapaz chegou até aparecer na janela, porém não podiam segurá-lo, visto que a casa ficava no segundo piso. Todavia, um pequeno homem pulou sobre o largos ombros do pai de Wesley e, num esforço desmedido, conseguiu salvar a criança.

 

Um Estudante de Cristo

Conseqüentemente, uma profunda ternura passou a residir no coração de Jackie que, mesmo depois de homem, considerava que havia escapado aquela noite porque Deus tinha um propósito muito especial em sua vida. Várias vezes ele chegou a comemorar este dia em seu diário secreto que escreveu: "Arrancado das Chamas". Seis anos depois, em Charter House School, Jeckie matriculou-se na Universidade em Oxford, tornando-se um estudante da igreja de Cristo. Quatro anos mais tarde graduou-se em bacharel de artes e em 1726 foi eleito acadêmico do Colégio Lincoln. Enquanto John Wesley era ordenado ao ministério e ajudava o pai em casa, Charles, o irmão mais novo, organizava em Oxford um pequeno grupo de estudantes para orações regulares, estudos bíblicos e outros serviços cristãos. O Clube Santo, como era chamado, incluía vários integrantes, que, mais tarde, tornaram-se pioneiros de um avivamento, ocorrido no século XVIII, destacando-se, entre outros, George Whitefield.

Obedecendo ao Senhor, John Wesley viajou para colônia em Geórgia, como capelão, em 1736. Charles nesta época, era secretário do governador e o piedoso trabalho em Geórgia, embora com muitas lutas, teve sucesso mais tarde. O reverendo George Whitfield, depois de visitar a sede do movimento, escreveu: "O eficiente trabalho de John Wesley na...."

TÍTULO I

PRELIMINAR

ARTIGO 1 - De acordo com o Art. 56, Inciso XXI, e Art. 64, Parágrafo Único, o Concílio Local estabelece, por este Regimento, a organização da Igreja Local, disciplinando os trabalhos do Concílio, o funcionamento e a organização dos ministérios, grupos societários e órgãos locais.

ARTIGO 2 - Os artigos e parágrafos citados neste Regimento referem-se à Lei Ordinária (Cânones) aprovada pelo 19º Concílio Geral de Brasília - DF, em vigor a partir de 01/01/2012.

TÍTULO II

DO CONCÍLIO LOCAL

CAPITULO I   -  DO ROL DO CONCÍLIO LOCAL

ARTIGO 3 - O Concílio Local compõe-se dos membros leigos inscritos no Rol de Membros da Igreja Local. (Art. 55)

CAPÍTULO II – DAS REUNIÕES

ARTIGO 4 - O Concílio Local reúne-se de acordo com os Arts. 57 e Parágrafo Único, 240 e 241, iniciando e terminando os seus trabalhos com um momento de oração.

ARTIGO 5 - As reuniões do Concílio Local serão realizadas de preferência em dias e horários em que não haja cultos normais.

ARTIGO 6 - Quando a pauta de uma reunião não se esgotar ou quando houver necessidade de suspender algum assunto para exames profundos ou complementações indispensáveis à sua decisão, a reunião poderá ser suspensa por horas ou dias, voltando o Concílio Local a se reunir, independentemente de nova convocação, dentro do prazo de noventa dias, como segunda sessão, conforme Art. 240, Parágrafo Único.

CAPÍTULO III – DO QUÓRUM E VOTAÇÕES

ARTIGO 7 - O Concílio Local reúne-se em primeira chamada com a presença de, pelo menos, 10% dos membros inscritos no Rol de Membros da Igreja Local, e em segunda chamada após 1 minuto com o quórum de 5% dos membros inscritos no Rol de Membros da Igreja Local, conforme estabelece o Art. 241.

ARTIGO 8 - Todas as votações serão feitas por maioria simples de votos, exceto nos casos previstos nos Cânones.

ARTIGO 9 - Entende-se por maioria simples, o maior número de votos apurados numa reunião; entende-se por maioria absoluta, mais da metade dos votos apurados numa reunião e por maioria qualificada, quando maior que a maioria absoluta, Art. 241, § 4º.

ARTIGO 10 - As decisões tomadas em reuniões extraordinárias exigem a maioria de dois terços dos membros presentes (maioria qualificada), conforme Art. 241, § 3º.

ARTIGO 11 - Para efeito do quórum do Concílio Local, as Congregações serão representadas legalmente pelo presidente e secretário da assembleia e pelo auxiliar do tesoureiro, não sendo vedada a participação de quaisquer membros presentes, os quais também, integram o quórum.

CAPÍTULO IV

 DAS REGRAS PARLAMENTARES

ARTIGO 12- Somente os membros do Concílio têm direito de apresentar moções ou proposta ao plenário e participar de discussões de qualquer assunto, devendo para isso estar dentro dos limites do plenário.

ARTIGO 13 - Quando uma proposta é apresentada e apoiada, deve ser repetida pelo presidente, escrita e lida pelo secretário, antes de ser debatida.

ARTIGO 14 - Uma proposta, emenda ou aditamento pode ser retirado pelo (a) respectivo (a) proponente (adicionar) e com o consentimento de quem o apoiou.

ARTIGO 15 - Uma proposta, depois de votada, somente pode ser reconsiderada se o pedido de reconsideração for aceito por maioria absoluta, dos membros que formam o Rol Efetivo do Concílio.

ARTIGO 16 - Uma proposta pode ser substituída por outra, desde que o substitutivo não contrarie o objetivo principal da proposta, e com o consentimento do (a) proponente.

ARTIGO 17 - Estando uma proposta em discussão, nenhuma outra pode ser apresentada, a não ser de aditamento, emenda ou de substituição e com o consentimento do (a) proponente, ou para que seja discutida por uma comissão ou órgão, ou ainda, que fique sobre a mesa.

ARTIGO 18 - O plenário somente recebe, ou decide sobre, uma proposta de cada vez.

ARTIGO 19 - Uma proposta para encerramento de debates e para votação está sempre em ordem, quer referindo-se à proposta inicial, ou a uma emenda ou a um substitutivo e, sem discussão, é posta em votação, exigindo-se a maioria simples de votos dos membros presentes do Concílio para a sua aprovação, respeitada a lista dos inscritos.

ARTIGO 20 - A votação da matéria que recebe emendas, aditamentos ou substitutivos será feita pela ordem inversa.

CAPÍTULO V

DOS DEBATES

ARTIGO 21 – O (A) conciliar que pretender falar deve levantar a mão, dirigindo-se ao presidente, pede a palavra, e fica aguardando que este o reconheça e lhe conceda.

ARTIGO 22 - Levantando-se duas ou mais pessoas ao mesmo tempo, o presidente fala primeiro.

ARTIGO 23 - Nenhum (a) orador (a) pode ser interrompido (a) sem o seu consentimento, a não ser por questão de ordem.

ARTIGO 24 - O presidente declara fora de ordem, o (a) conciliar que se desvie do assunto para o qual pediu a palavra, ou transgrida as regras deste Regimento.

ARTIGO 25 - Estando o presidente a falar, em pé, nenhuma outra pessoa pode levantar-se no plenário e, se durante os debates, ele se levantar, o (a) orador (a) cuida de concluir o seu pensamento e nenhum outro tem a palavra antes do presidente ser ouvido.

ARTIGO 26 - Quem não for membro do Concílio só usará a palavra com prévia autorização do presidente, após aprovação do concílio.

ARTIGO 27 - Das questões de ordem decididas pelo presidente pode haver apelação para o plenário que, sem debate, vota.

ARTIGO 28 - O tempo máximo para debate de qualquer matéria é de quinze minutos, podendo ser prorrogado por mais quinze minutos, no máximo.

ARTIGO 29 - O tempo para o (a) orador (a) discutir a matéria é de três minutos, podendo ser prorrogado por mais três minutos, no máximo.

ARTIGO 30 – Nenhum (a) orador (a) pode falar sobre a matéria por mais de uma vez, enquanto houver outros (as) que queiram falar.

ARTIGO 31 - O presidente, sempre que julgar oportuno, ou por solicitação do plenário, manda fazer as inscrições dos (as) oradores (as) que queiram debater a matéria em pauta, dando-lhes a palavra, alternadamente, mediante a sua declaração se contra ou a favor.

ARTIGO 32- As votações, no plenário do Concílio, poderão ser feitas por aclamação, desde que não contrariem as determinações canônicas.

ARTIGO 33 - Assegura-se ao (à) conciliar o direito de pedir verificação de quórum, no decorrer de uma sessão plenária.

ARTIGO 34 – O (A) conciliar pode, justificado o motivo, propor a intermissão da parte deste Regimento, referente ao Concílio, para um determinado fim, e a proposta é votada, sem debate, exigindo-se a maioria simples de votos dos membros do Concílio para a sua aprovação.

TÍTULO III

COORDENAÇÃO LOCAL DE AÇÃO MISSIONÁRIA

ARTIGO 35 - A Coordenação Local de Ação Missionária (CLAM) é o órgão que substitui o Concílio Local, no interregno de suas reuniões e exerce a administração da Igreja Local, segundo regimento aprovado pelo Concílio Local, consoante estabelece o Art. 72.

ARTIGO 36 - Compete à CLAM, nos termos do Art. 73:

I - Preparar, coordenar e avaliar o Plano Local de Ação Missionária, à vista do Plano para a Vida e a Missão da Igreja e Plano Nacional Missionário, com os enfoques e prioridades estabelecidos pelos Concílios Regional e Distrital;

II - Nomear a Comissão de Disciplina de acordo com a legislação vigente nestes Cânones.

III - determinar o desligamento de membro leigo de acordo com o artigo 12, inciso II.

ARTIGO 37 - A Coordenação Local de Ação Missionária (CLAM) é composta dos (as) Pastores (as), Evangelistas, Secretário (a), Tesoureiro (a), Coordenadores de Ministérios Locais, o (a) Coordenador (a) de cada Grupo Societário Local, Conselheiro (a) das Sociedades de Jovens e Juvenis, Superintendente da Escola Dominical, Presidentes dos Conselhos Diretores das Instituições Locais, Coordenadores (as) das Congregações e Pontos Missionários Locais, conforme permissivo legal. (Art. 74).

Parágrafo Único: O (A) Pastor (a) Presidente poderá convidar outras pessoas não relacionadas no caput para participar das reuniões, as quais não terão direito a voto.

ARTIGO 38 – Os (as) candidatos (as) a tesoureiro (a) e a secretário (a) serão escolhidos pela CLAM, considerando, inclusive, sugestões enviadas pela igreja local, e terão seus nomes homologados pelo Concílio Local (Parágrafo único do art. 74).

ARTIGO 39 - Não sendo homologado pelos Conciliares o nome apresentado pela Coordenação Local de Ação Missionária (CLAM) para a função de Tesoureiro (a) e Secretário (a), a mesma apresentará, de imediato, à apreciação do Concílio, outro nome para ser homologado.

ARTIGO 40 - Fica estabelecido o quórum de 50% + 1 do total de seus membros para instalação da reunião da Coordenação Local de Ação Missionária (CLAM) e a maioria qualificada, ou seja 2/3 dos presentes na reunião, para deliberação de matéria.

TÍTULO IV

DOS MINISTÉRIOS

CAPÍTULO I – REGRAS GERAIS

ARTIGO 41 - O exercício dos dons e ministérios, a nível local, deve ser desenvolvido à luz da Palavra de Deus, da Bíblia Sagrada, do Plano para a Vida e Missão da Igreja, Planejamento Regional e do Plano de Ação da Igreja Local.

ARTIGO 42 - Entende-se por Ministérios Locais, o exercício dos serviços de Jesus Cristo à Missão de Deus, reconhecidos pelo Concílio Local e que sejam frutos de uma prática evidentemente eficaz.

 

ARTIGO 43 - Os Ministérios cuja prática ainda não esteja consolidada a nível local, poderão, oportunamente, receber o apoio da Igreja, visando o seu posterior reconhecimento, desde que manifeste crescimento em frutos e sinais concretos do Reino.

ARTIGO 44 - Todo participante de um ministério local, deve ser integrante do Rol de Membros da Igreja Local, com exceção de pessoas autorizadas pelo ministério pastoral, que podem participar ajudando ministérios locais até que sejam batizadas. Todos devem preencher as qualificações requeridas em Atos 6:3.

 

ARTIGO 45 - Compete ao Ministério Pastoral indicar os coordenadores de cada Ministério, que serão aprovados pela CLAM e homologados pelo Concílio Local.

ARTIGO 46 - Cada Ministério poderá ter um (a) Vice Coordenador (a) que substituirá o/a Coordenador (a), nos seus impedimentos, nunca superiores a 90 (noventa) dias.

ARTIGO 47 - Cabe ao Ministério Pastoral e/ou plenário, apontar os ministérios para o seu reconhecimento, ou apoio pelo Concílio Local.

ARTIGO 48 - O Concílio Local, em seu orçamento programa, fará a provisão de recursos financeiros, para o desempenho dos Ministérios locais que os exigirem.

ARTIGO 49 - O Concílio Local reconhecerá outros Ministérios que porventura vierem a surgir, sempre de acordo com este Regimento.

ARTIGO 50 - O pastor titular é membro ex oficio dos ministérios locais.

CAPÍTULO II – MINISTÉRIOS RECONHECIDOS PELO CONCÍLIO LOCAL

ARTIGO 51 - São reconhecidos pelo Concílio Local os seguintes Ministérios:

a) MINISTÉRIO PASTORAL - Integrado pelos Pastores e Pastoras e Evangelistas, cuja competência está definida pelo Art. 60.

b) MINISTÉRIO DE LOUVOR E ADORAÇÃO - Integrado pelos que manifestem dons para a música instrumental, a vocal e para a condução do louvor e adoração.

c) MINISTÉRIO DIACONAL - Integrado por aqueles que sejam instruídos pelo Ministério Pastoral para ministrar zelo pela Adoração, pelo bem-estar dos membros, recepção dos (as) visitantes, ordem do culto e orientação ao uso do pátio como estacionamento.

d) MINISTÉRIO DE ORAÇÃO E INTERCESSÃO - Integrado por aqueles que manifestem o dom da oração e da intercessão e cujos frutos sejam reconhecidos.

e) MINISTÉRIO COM CRIANÇAS - Integrado por aqueles que manifestem o dom de ensinar as crianças.

f) MINISTÉRIO DE PATRIMÔNIO, FINANÇAS E RECURSOS HUMANOS - Integram este ministério membros com o dom de administrar, que sejam dizimistas fiéis e que estejam através do seu exemplo, estimulando a prática da mordomia cristã.

g) MINISTÉRIO DA FAMÍLIA - Integram este ministério membros da igreja chamados e treinados para o aconselhamento de casais e famílias, objetivando levar as famílias ao crescimento e restauração, através da palavra de Deus, e fortalecer relacionamentos no âmbito familiar e interpessoal, buscando a comunhão plena no Senhor

h) MINISTÉRIO ISCA VIVA – Integram este ministério membros da igreja (crianças, jovens e adultos), sem distinção de idade, chamados à uma prática de vivência pessoal com Jesus, que culmine com evangelismo através de estratégias como dança, teatro, obras de misericórdia, esportes, acampamentos, etc.

 

i) GRUPOS SOCIETÁRIOS - Integram os Grupos Societários pessoas de diversas faixas etárias e agrupamentos específicos reunidos para tratar de necessidades próprias de cada faixa etária e sua integração no programa da Igreja Local, conforme os princípios dos dons e ministérios adotados pelo Concílio Local;

j) ESCOLA DOMINICAL – O Concílio Local reconhece a Escola Dominical como agência encarregada de reunir os membros da igreja local e as pessoas interessadas na mensagem cristã, em classes de estudo, de acordo com as faixas etárias ou por áreas de interesse, com o objetivo de proporcionar-lhes uma experiência de contínuo crescimento no conhecimento do evangelho e das doutrinas da igreja, capacitando-as, desta forma, para o exercício da fé e do testemunho cristão na sociedade;

k) MINISTÉRIO DE COMUNICAÇÃO – Integram este ministério membros da igreja com reconhecida aptidão para as áreas de comunicação e marketing, com responsabilidade por todas as ações relacionadas às mesmas.

l) MINISTÉRIO ALGODÃO COM PALAVRA – Integram este ministério membros da igreja capacitados para visitação em asilos, hospitais, creches, escolas, etc., visando a evangelização através de estratégias definidas pela sua coordenação;

m) MINISTÉRIO ÁUDIO E VÍDEO – Integram este ministério membros da igreja capacitados para suprir todas as necessidades relacionadas a áudio, vídeo e iluminação cênica;

§ 1º - As atividades da Escola Dominical são coordenadas e dirigidas por um (a) Superintendente, escolhido (a) pelos professores e o ministério pastoral, com homologação do Concílio Local, para um período de dois anos.

 

ARTIGO 52 – Cada ministério local, grupos societários e Escola Dominical, deverá redigir regimento interno que contenha quais são as suas responsabilidades e regras de seu funcionamento, que será aprovado pelo Concílio Local.

 

TÍTULO V

DAS CONGREGAÇÕES

CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS

ARTIGO 53 - Os artigos citados neste Título são regulamentos do Concílio Regional para Criação de Congregações

ARTIGO 54 - Congregação, conforme definição dos Cânones em seu Art. 69, é uma subunidade da igreja local, em cuja jurisdição se localiza e se desenvolve parte das atividades da igreja local, regularmente, não tendo ainda número de membros suficiente ou autonomia financeira para tornar-se igreja local.

CAPÍTULO II – REGRAS PARA SUA ORGANIZAÇÃO

ARTIGO 55 - É da competência do Concílio Local, conforme preceitua o Art. 56, XIV, dos Cânones, a criação de congregações, oriundas dos pontos missionários, que satisfaçam as seguintes condições:

a) Que o ponto missionário tenha, pelo menos, 12 membros, arrolados na igreja local, à qual pertence;

b) Que possam realizar, no mínimo, três reuniões semanais: um culto, uma escola dominical e outra, a critério da congregação;

c) Que tenham instalações disponíveis e adequadas ao seu funcionamento.

ARTIGO 56 - É condição para o funcionamento da congregação a existência de ministérios para o seu funcionamento e de um (a) auxiliar de tesoureiro (a) da igreja local na escrituração e registros de livros próprios, determinados pelos órgãos competentes:

§ 1º - O auxiliar de tesoureiro (a) da congregação movimentará as finanças de acordo com a tesouraria da Igreja Local, prestando contas mensalmente e estando sujeito (a) à fiscalização da mesma.

§ 2º - Que, a congregação tenha capacidade financeira para o atendimento de suas despesas locais e outras, conforme determinação do Concílio Local da Igreja à qual pertença.

§ 3º - Os ministérios mencionados no artigo anterior serão reconhecidos pela congregação e posteriormente pelo Concílio Local, e o (a) auxiliar de tesoureiro (a) será eleito (a) pela congregação e homologado pelo Concílio Local.

 

§ 4º - A congregação terá seu próprio rol de membros e deverá se reunir em assembleia para definir sua proposta de programa a ser apresentada à deliberação do Concílio Local, através do programa de ação da Igreja Local (Art. 69, § 2º).

§ 5º - A congregação poderá ser elevada à condição de Igreja Local, desde que satisfaça as exigências preceituadas no Art. 50;

§ 6º - A congregação só poderá ser extinta por determinação do Concílio Local;

§ 7º - Para efeito de quórum do Concílio Local, as congregações serão representadas legalmente pelo presidente (a) e secretário (a) da assembleia e pelo a) auxiliar do (a) tesoureiro (a), não sendo vedada a participação de quaisquer membros ativos presentes, os quais também integram o quórum;

§ 8º - A assembleia da congregação será presidida pelo (a) obreiro (a) designado (a) pelo ministério pastoral e, em seu impedimento, pelo (a) secretário (a) da congregação;

§ 9º - O (A) secretário (a) e o (a) auxiliar do (a) tesoureiro (a) serão eleitos pela assembleia da congregação e homologados pelo Concílio Local;

§ 10º - As congregações prestam relatórios anualmente ao Concílio Local.

 

TÍTULO VI

DOS PONTOS MISSIONÁRIOS

CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS

ARTIGO 57 - O Concílio Local estabelecerá os pontos missionários, de acordo com os Cânones (Art. 69) e a Regulamentação do Concílio Regional:

CAPÍTULO II – REGRAS PARA SUA ORGANIZAÇÃO

ARTIGO 58 - Ponto Missionário é a unidade de menor expressão do trabalho de uma Igreja Local, que nasce espontaneamente por iniciativa de um ou mais de seus membros e é reconhecido pelo Concílio Local sob as seguintes condições:

a) Que resida no local, no mínimo, um (a) metodista;

b) Ou, que resida no local, uma família interessada no evangelho;

c) Que tenha, no mínimo, duas reuniões por mês.

ARTIGO 59 - Poderá, para funcionamento do Ponto Missionário, a critério do Concílio Local, se efetuar a locação de uma instalação para a realização das reuniões.

ARTIGO 60 - Poderá, ainda, a critério do Concílio Local, ser o Ponto Missionário, local de prestação de serviço social e de educação religiosa, ministrada por membros da Igreja.

ARTIGO 61 - O Ponto Missionário só poderá ser extinto por determinação do Concílio Local.

 

TÍTULO VII

DISPOSIÇÕES DIVERSAS

CAPÍTULO I – DOS MANDATOS

ARTIGO 62 - Os ministérios individuais, reconhecidos pelo Concílio Local, o serão por tempo indeterminado, podendo o Concílio Local rever o seu reconhecimento em casos de disciplina, não cumprimento de suas obrigações e na falta de frutos do seu desempenho.

ARTIGO 63 – O (A) Tesoureiro (a) e seus auxiliares, o (a) Secretário (a) da Igreja Local, os (as) Secretários (as) das Congregações e os (as) Coordenadores (as) terão o seu mandato com vigência igual ao exercício eclesiástico correspondente ao seu nível de Administração, conforme preceitua o caput do art. 237 dos Cânones, após o qual, poderão ser reconduzidos (as) a essas funções, a critério do Concílio Local.

ARTIGO 64 - A mesma pessoa não poderá ocupar mais de dois cargos, do mesmo nível, da Igreja Local (Art. 239, I).

ARTIGO 65 - As eleições de cargos ou representações se processam por escrutínio, salvo decisão em contrário, do plenário do Concílio Local (Art. 238).

ARTIGO 66 – O (A) eleito (a) pelo Concílio Local que se ausente por mais de três meses, sem motivo justificado ou seja desidioso no cumprimento de suas obrigações, será substituído a critério do Concílio Local, a partir de proposta da Coordenação Local de Ação Missionária (CLAM) (Art. 65, § 6O).

ARTIGO 67 – Somente o membro leigo ou clérigo que contribua regularmente para o sustento espiritual e material da igreja local pode ocupar cargo, função ou representação no âmbito da igreja local Art. 239, III)

ARTIGO 68 - Perderão o mandato, por renúncia tácita os ocupantes de cargos:

a) Que não comunicarem a sua impossibilidade de comparecimento à reunião a que tenham sido regularmente convocados;

b) Que, por proposta da CLAM ou do CONCÍLIO, e pela decisão deste, sejam declarados inadimplentes ou desidiosos no cumprimento de suas obrigações, após a devida Sindicância.

TÍTULO VIII

DOS CARGOS INDIVIDUAIS E DOS MINISTÉRIOS DE METODISTAS

NÃO ARROLADOS

ARTIGO 69 - Os cargos individuais de Presidente do Concílio Local, de Secretário e de Tesoureiro da Igreja Local, serão preenchidos por maiores civilmente capazes, sendo os dois últimos integrantes do Rol de membros da Igreja Local (Art. 65, § 7º).

ARTIGO 70 - As pessoas integrantes do Cadastro Metodista não arroladas como Membros da Igreja Metodista, podem exercer seus dons e ministérios na Igreja Local, ouvido o Pastor e observada a legislação Canônica (Art. 65, § 8º).

TÍTULO IX

DO USO DAS DEPENDÊNCIAS DA IGREJA LOCAL E DOS BENS MÓVEIS – DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

ARTIGO 71 – Nos termos do Art. 56, XXV, o Concílio Local estabelece, por este regimento, as seguintes regras de uso das dependências da igreja local e dos bens móveis a ela pertencentes:

§ 1º - As instalações do templo somente serão utilizadas para a realização de cultos, celebração de casamentos, batismos, ofícios fúnebres e outras cerimônias reconhecidas pela Igreja Metodista.

§ 2º - O templo somente será cedido para a realização de casamentos e formaturas para membros da igreja, arrolados no rol respectivo, ou para aqueles que, reconhecidamente, frequentam assiduamente os trabalhos da igreja local e ainda não se tornaram membros, desde que recomendado pelo Ministério Pastoral.

§ 3º - Excepcionalmente as instalações do templo poderão ser cedidas para outras pessoas evangélicas da cidade, condicionado à prévia análise e aprovação do Ministério Pastoral, e mediante o pagamento de uma taxa de utilização no valor equivalente a um salário mínimo, que deverá ser pago no ato da reserva diretamente na secretaria da igreja.

§ 4º - Caso a cessão envolva o uso de equipamentos da Igreja, incidirá ainda uma taxa adicional nunca inferior a R$ 500,00, à título de custeio da mão-de-obra técnica e riscos decorrentes do uso do templo e equipamentos, cabendo ao Ministério de Patrimônio e Finanças estabelecer essa taxa, assim como a destinação desses recursos.

§ 5º - Em hipótese alguma o templo poderá ser cedido se a atividade que se desenvolverá coincidir com os horários dos trabalhos regulares da Igreja, inclusive os ofícios fúnebres, e sempre deverá haver um lapso de tempo de uma hora entre o final da cerimônia e o trabalho regular da igreja.

§ 6º - O salão social somente poderá ser utilizado para eventos sociais promovidos pelos ministérios locais, vedado o empréstimo para particulares.

§ 7º - Nenhum bem móvel da igreja poderá ser retirado emprestado sem a prévia autorização formal do Coordenador do Ministério por ele responsável, sendo que o empréstimo está condicionado à utilização para os mesmos fins em uso na igreja.

§ 8º - Em caso de danos causados aos bens, a pessoa que os retirou deverá ser responsabilizada, devendo arcar com as despesas necessárias ao seu conserto ou reposição.

§ 9º - Cada Ministério deverá fazer um inventário dos bens sob sua responsabilidade, entregando cópia do mesmo ao Ministério de Patrimônio e Finanças, e mantê-lo sempre atualizado.

§ 10º - Compete ao Ministério de Patrimônio e Finanças deliberar sobre os casos omissos, pertinentes ao uso das instalações e móveis, não previstos neste regulamento.

§ 11º - A administração financeira da igreja (liberação de recursos e autorização para pagamentos diversos), será feita por uma Comissão Gestora formada por 5 (cinco) membros da igreja, escolhidos (as) pela CLAM, sendo que o (a) Pastor (a) Presidente, o Tesoureiro (a) e Coordenador (a) do Ministério de Administração são membros natos da mesma.

§ 12º - A Comissão Gestora constituída na forma do parágrafo anterior, tem autonomia para liberar recursos financeiros e pagamentos não orçados, até o limite de R$ 1.000,00 (mil reais) por linha do orçamento, devendo prestar contas mensalmente à CLAM dos valores liberados.

§ 13º - O limite de liberação de recursos financeiros poderá ser alterado para mais ou para menos por decisão da CLAM.

TÍTULO X

DO REGIMENTO E SUA REFORMA

ARTIGO 72 - Este Regimento poderá ser reformado, em parte ou no todo, por votação favorável de dois terços dos membros presentes na reunião do Concílio Local ou da CLAM.

ARTIGO 73 - Este Regimento entra em vigor a partir de sua aprovação pelo Concílio Local e no interregno de suas reuniões pela CLAM.

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“Linha de Esplendor sem Fim”

 "A rica história da Igreja Metodista, nascida a partir da Experiência Religiosa de João Wesley, ocorrida em Londres em 24 de maio de 1738, tem sido chamada, por suas grandes contribuições à humanidade, de Linha de Esplendor sem Fim. Surgindo daquela experiência do “Coração Aquecido”, de ordem estritamente espiritual, a Igreja Metodista, contudo, desde o seu início, tem caminhado sempre a segunda milha da fé, prestando serviços inestimáveis em outras áreas, especialmente nas de ação social, de educação, tanto cristã como secular, e de ecumenismo. Mesmo sem ser um movimento típico de ação social, nenhum outro grupamento religioso tem se preocupado mais com o ser humano do que o Metodismo. Para Wesley, não há cristianismo a não ser o social. Por isto, durante toda a sua história, o metodismo tem realizado um trabalho que vai além, muito além do mero assistencialismo. A Igreja Metodista nunca se conforma com o status quo e está, ao contrário, sempre disposta a mudar as regras do jogo, com soluções criativas e práticas que possam beneficiar o ser humano em suas necessidades e libertá-lo de tudo quanto o escraviza. Da mesma forma, sem ser um movimento especificamente destinado a oferecer conhecimento, pode-se dizer perfeitamente que uma das características dos metodistas é o seu superlativo comprometimento com a educação do ser humano, traduzido não somente na educação religiosa constante, que lhe dá unidade doutrinária, mas também na educação secular, com universidades e escolas que primam pela excelência do que é ministrado,

sempre no espírito do “pensar e deixar pensar” que nos legou João Wesley, que sempre trabalhou em favor de uma educação realmente libertadora. Essa liberdade, adjetivada pelo respeito às idéias dos outros, fez do Metodismo uma

ponta avançada do ecumenismo. Wesley dizia: “se o teu coração está em paz com Deus, como o meu está, dá-me a tua mão, nós somos irmãos”. Não há nenhum grupo religioso que não respeite as convicções ecumênicas do Metodismo, que está sempre disposto, como já tem ocorrido, até a abrir mão do seu nome para uma união com outros grupos cristãos. Por ser assim, coerente com as idéias e posições de João Wesley e dos que fazem parte dessa nuvem de testemunhas que veio depois dele, os trabalhos que a Igreja Metodista realiza são motivo de admiração e respeito. As nossas universidades e escolas, presentes em dezenas de países, com milhões de alunos, estão dando exemplo na qualidade de sua educação. No campo da medicina, por exemplo, elas têm desenvolvido, como a SMU, do Texas, cujo Hospital Metodista de Houston tem sido líder em importantes pesquisas na área de cardiologia, inclusive com a invenção do coração artificial. Há alguns anos, os jornais de todo o Brasil destacavam o sucesso das cirurgias sofridas pelo tricampeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, no Hospital Metodista de Indianapolis, que faz parte de uma universidade metodista. Na parte social, abrigos, asilos, orfanatos, hospitais e instituições destinadas à terceira idade, também espalhados em todo o mundo, estão prestando serviços relevantes ao ser humano. No Brasil, essa contribuição não tem sido menor. No campo da terceira idade, temos sido pioneiros, como é o caso do Centro Vivencial de Pessoas Idosas, de Florianópolis, nas boas práticas e respeito a essa parte da população, que está crescendo muito e precisa de atendimento especial. É assim a Igreja Metodista, empenhada em implantar o Reino de Deus na Terra mas, ao mesmo tempo, como consequência de sua missão religiosa, lutando para melhorar as condições de vida do ser humano, que precisa, entre tantas outras coisas, de emprego decente, de educação, de saúde e bem-estar..."

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Os primórdios da obra missionária

"Junius Estaham Newman, pastor metodista e Superintendente Distrital foi o pioneiro da obra metodista permanente no Brasil, fundando a primeira paróquia metodista. "J.E.Newman, recomendado para a Junta de Missões para trabalhar na América Central ou Brasil" foi a nomeação que ele recebeu em 1866, na Conferência Anual. Após ter servido durante a Guerra Civil, EUA, como capelão às tropas do Sul, observou que muitos metodistas do Sul emigraram para as Américas do Sul e Central e acompanhou-os. A Guerra deixou endividada a Junta, sem possibilidade de enviar obreiros para qualquer local. Newman financiou sua própria vinda ao Brasil, com suas modestas economias. Chegou ao Rio de Janeiro em agosto de 1867, mas fixou residência em Saltinho, cidade próxima a Santa Bárbara do Oeste, província de São Paulo. Desde 1869 pregou aos colonos, mas, dois anos mais tarde, no terceiro domingo de agosto, organizou o "Circuito de Santa Bárbara". O primeiro salão de culto - antes era uma venda - foi em uma casa pequena, coberta de sapé e de chão batido. Newman trabalhava com os colonos norte-americanos e pregava em inglês. Um dos motivos da demora de Newman em organizar uma paróquia metodista, é que ele pregava, principalmente para metodistas, batistas, presbiterianos e a todos que desejassem ouvir sua mensagem, pensando ser mais sábio unir os "ouvintes" em uma única igreja, sem placa denominacional. Mas depois todas as denominações organizaram-se em igrejas, de acordo com sua origem eclesiástica nos EUA. Newman insistiu, através de suas cartas, para que os metodistas norte-americanos abrissem uma missão em nosso país. Em 1876, a Junta de Missões da Igreja Metodista Episcopal Sul, despertada através da publicação das cartas nos jornais metodistas nos EUA, enviou seu primeiro obreiro oficial: John James Ranson. Dedicouse ao aprendizado do português para proclamar a boa-nova aos brasileiros. A partir de 1879 seria o Superintendente. J.E. Newman e sua família mudaram-se para Piracicaba, SP, onde permaneceram por, aproximadamente, um ano, entre 1879-1880, quando as filhas de Newman, Annie e Mary, organizaram um internato e externato. O "Colégio Newman" é considerado precursor do Colégio Piracicabano, hoje Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba).

Os dez primeiros anos de trabalho com os brasileiros

 

O período de 1876 a 1886 é geralmente denominado de "Missão Ransom", visto que ele organizou toda a estrutura. Ele não teve pressa para estabelecer o campo de trabalho: Piracicaba ele descartou; fez um reconhecimento do Rio Grande do Sul, mas escolheu o Rio de Janeiro como centro estratégico parapropagar o metodismo. J.J. Ransom iniciou sua pregação mais tarde, a fim de dominar o português. Em janeiro de 1878 iniciou sua pregação em inglês e português, no Rio de Janeiro. Os primeiros brasileiros foram recebidos à comunhão da Igreja em março de 1879, sem serem rebatizados. No mês de julho seguinte, quatro pessoas da família Pacheco foram recebidas. Ransom casou-se com Annie Newman, no Natal de 1879, mas ela faleceu em meados do ano seguinte. Ele foi aos Estados Unidos em busca de mais pessoas dispostas a...."

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Os Primeiros Passos do Metodismo

"O Metodismo foi fundado no século XVIII por dois irmãos, John e Charles Wesley, filhos de Samuel Wesley, reitor de Epworth e de Susanna. John nasceu em 1703 e morreu em 1791; Charles nasceu em 1707 e morreu em 1788..."

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OS 170 ANOS DO METODISMO NO BRASIL

19 de agosto de 1835 - 19 de agosto de 2005

 

João Wesley Dornellas

"O dia 19 de agosto é muito importante na história do Metodismo no Brasil. Ele marca a chegada ao Brasil, no ano de 1835, do Rev. Fountain E. Pitts, um jovem ministro metodista de 27 anos, em missão oficial de investigação das condições aqui existentes para o estabelecimento de trabalho missionário. Antes de mais detalhes sobre a viagem de Pitts, relembremo-nos dos seus antecedentes. O espírito evangelístico tem sido, desde o seu início, uma das mais fortes características do Movimento Metodista. A obsessão de Wesley em divulgar a obra foi adotada por todos os que o seguiam. A frase que Wesley repetia sempre, "O mundo é a minha paróquia", tornou se uma lema de todos os metodistas. Não foi diferente com a igreja dos Estados Unidos. No princípio do Século XIX, ela resolveu que, ao mesmo tempo em que deveria crescer para ocupar o território americano, precisava também voltar os olhos para outras terras. Em 1820, com o objetivo voltado para o estabelecimento do Metodismo em outros países, foi criada a Sociedade Missionária. Em 1825, a sociedade pedia aos a nomeação de obreiros para a África e a América do Sul. Começa aí o grande movimento missionário da nossa Igreja Mãe. Por falta de recursos humanos e materiais, não se podia fazer tudo ao mesmo tempo. Em 1832, a Conferência Geral tomou um novo interesse pela América do Sul, recebendo os bispos a incumbência de estudar, juntamente com a Sociedade Missionária, a possibilidade de estabelecer trabalho no Brasil, que oferecia naquele momento boas condições, Argentina e Uruguai. Em maio de 1835, reunida em Conferência Geral, a igreja resolveu enviar um missionário à América do Sul. Ofereceu-se para a missão o Rev. Fountain Pitts, que era pastor da Igreja McKendree, em Nashville, Estado de Tennessee. Só um parêntese: essa igreja tem esse nome em homenagem ao Bispo McKendree (1757-1835), um dos grandes heróis da história do metodismo americano. Ele foi o primeiro bispo nascido no país, tendo sucedido ao grande Francis Asbury. Voltemos a Pitts. Ele mesmo, após sua decisão e competente aprovação do seu bispo, James Osgood Andrews, teve que conseguir, através de donativos, os recursos para pagar a viagem. Saiu ainda em maio do Tennessee e foi para Nova York. Finalmente, no dia 28 de junho, ele parte, de Baltimore, a bordo do navio "Nelson Clark", com destino ao Brasil. Um outro parêntese. O Bispo Andrews acabou sendo, anos mais tarde, em 1844, o pivô para a grande divisão ocorrida na igreja metodista americana, que se partiu em duas igrejas, a do Norte e a do Sul, pelos mesmos motivos que acabaram provocando, vinte anos depois, a Guerra da Secessão, na qual os americanos lutariam entre si: a escravidão. O Bispo Andrews recebeu por herança alguns escravos e não os libertou, como pretendiam os Bispos do Norte. Sua negativa foi o estopim de uma divisão que persistiu até 1939. Mas voltemos outra vez a Pitts. A viagem durou 52 dias, durante os quais Pitts teve a oportunidade de dirigir cultos para passageiros e tripulantes do navio. Finalmente, trazendo em sua bagagem, além das credenciais religiosas, cartas de recomendação do presidente americano Andrew Jackson e pelo estadista Henry Clay, que certamente facilitaram seu trabalho de aproximação, ele desembarca no Rio de Janeiro ao entardecer do dia 18 de agosto, com tempo firme mas com a aragem soprando frio. Naquela época, o porto se localizava na atual Praça XV de Novembro, perto do Paço Imperial É Pitts quem fala, poucos dias depois, de suas primeiras impressões sobre a nossa Cidade Maravilhosa, berço do Metodismo no Brasil: "Nada pode exceder a beleza da baía e a grandeza do cenário ao redor.Ela se assemelha a um lago extenso. Ilhas estão graciosamente engastadas em seu seio, e em suas margens, tanto quanto o olhar é capaz de alcança, apresentam-se sorridentes núcleos urbanos e vilas. A terra, sobressaindo gradualmente da água, através de montes e vales, os quais estão cobertos de interminável verdura, até que a visão é confinada por surpreendentes cumes de montanhas de granito marrom, que formam uma muralha ao redor da imensa bacia E além disso, em dia claro, os picos da serra dos Órgãos podem ser vistos distintamente à distância de 50 milhas, acima do lençol de nuvens que pairam em baixo". Nas semanas seguintes, Pitts, hospedado na casa de uma família luterana, fez diversos contatos, pregou muitas vezes e fundou uma Sociedade Metodista, como era então chamadas as nossas congregações. Em carta dirigida, cerca de duas semanas depois de sua chegada, ao Secretário Correspondente da Sociedade Missionária, nos Estados Unidos, manifestava a grande oportunidade que o metodismo tinha no Brasil : "Estou nesta cidade (Rio de Janeiro) há duas semanas e lamento que a minha permanência seja necessariamente breve. Creio que uma porta oportuna para a pregação do Evangelho está aberta neste vário império. Os privilégios religiosos permitidos pelo Governo do Brasil são muito mais tolerantes do que..."